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Em 2030, somente Índia e China deverão consumidor 15 milhões de sacas


Por José Roberto Marques da Costa

Com volume atingindo 24.243 lotes em NY, 6.871 lotes a menos que quinta-feira, o contrato de março fechou em queda 8,20 cents ( -2,5% ) a 318,65 cents, fechando abaixo do importe suporte em 320,00 cents, variando de 8,60 cents, de 317,75 cents a 326,26 cents, rompendo o primeiro suporte do dia em 321,13 cents, acumulando perda de 4,00 cents na semana. Com volume em Londres de 7.038 lotes, 1.299 lotes a menos que na quinta-feira, os contratos futuros de café robusta fecharam em queda, no março desvalorizou US$ 88, em US$ 4.968/t, também abaixo do importante suporte em US$ 5.000/t, variando US$ 124, de US$ 4.952/t a US$ 5.076/t, não chegando a romper o primeiro suporte em US$ 4.924/t, acumulando na semana alta de US$ 15 a tonelada. A diferença de preço entre NY e Londres caiu 93,30 centsante  97,51 cents.

Nos últimos 13 pregões em NY, março acumula queda de 0,85 cents, neste perído teve variação de 29,65 cents, com a máxima no dia 19 em 341,80 cents, fazendo a mínima nesta terça-feira 312,15 cents, fechando pela segunda vêz abaixo importante suporte de 320,00 cents. Aproveitando mercado esvaziado devido as feriado do final do ano, a performance dos dois últimos pregões não teve nenhuma influencia nos fundamentos, que alías são fortemnte positivos, apenas oscliou pela valorização e desvalorição do dólar. No pregão de quinta-feira, a valorização do pregão foi surpeendente, mesmo com alta dos rendimentos dos Treasuries e forte alta do Índice DXY  registrando ganhos 0,86% negociado a 109,22 pontos. Nesta sexta-feira novamente surpeendeu, com desvalorização do pregão em dia de queda do Índice DXY registrando perda 0,38% negociado a 108,80 pontos e os juros dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano (Treasuries) fechando em alta nesta sexta-feira (3), em meio a sinais de resiliência da economia americana.

Na quinta-feira, o índice de valor USD/DXY subiu no primeiro dia de negociação em 2025 para o maior nível desde novembro de 2022 devido às expectativas de que o crescimento dos EUA superará o de outros países, a uma postura mais agressiva do Fed e às expectativas para a próxima administração de Donald Trump, influenciando positvamente na performance dos contratos de café arábica em NY, março fechou com alta de 7,20 cents. O índice DXY de 2024 subiu 7%, à medida que as expectativas de cortes menores e mais lentos nas taxas do Fed em 2025 foram reveladas na reunião do Fed de dezembro de 2024. O Fed espera apenas dois cortes nas taxas de 0,25% em 2025, na sua reunião final de política monetária em 2024, um declínio acentuado em relação aos quatro cortes que tinha planeado em Setembro.

No entanto, o valor do índice USD/DXY diminuiu na última sessão da semana devido ao aumento da tensão no primeiro dia do ano, influenciado negativamente, perdendo todos os ganhos do dia anterior fechando com queda de 8,20 cents. O mercado financeiro atual depende das flutuações do USD para fazer preços e criar ondas, por isso mesmo o índice DXY será extremamente errático, pelo que compreendemos porque é que os preços das bolsas financeiras saltam descontroladamente. Na verdade, os investidores financeiros estão atualmente apenas a prever que a taxa de juro do Fed em dólares americanos seja reduzida para 4,2% em 2025, uma vez que o regresso de Donald Trump à Casa Branca aumentou o nível de incerteza devido a políticas de regulamentações comerciais mais flexíveis, cortes de impostos, aumentos de impostos e taxas de juro mais baixas. aperto. A imigração é vista como promotora de crescimento e inflacionária. 

Segundo a Comunicaffe,  a perspectiva do mercado global de café para 2025 não é animadora. A produção deve cair tanto no Brasil quanto no Vietnã. Segundo alguns analistas, o mercado pode estar em déficit pela quinta temporada consecutiva – uma situação sem precedentes, o que pode levar a novos aumentos nos preços do café. No caso do arábica em particular, uma colheita brasileira decepcionante pode elevar ainda mais os preços, para entre 400 e 500 cents, preveem alguns analistas.

Para Eduardo Carvalhães, os estoques remanescentes são baixos, insuficientes, tanto nos principais países produtores como nos países consumidores. Os problemas climáticos extremos persistem, são globais e devem continuar impedindo o crescimento da produção mundial de café. Não é possível enxergar a curto e médio prazo uma produção confortavelmente acima do consumo, que continua em ascensão. O café conquista milhares de novos consumidores a cada ano, com destaque para a Ásia, onde a China começa a se destacar, apresentando crescimento anual de dois dígitos em suas importações, se consolidando como importante polo consumidor.

Segundo dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), até dia 03 janeiro, os embarques referente ao mês de dezembro totalizaram 3.470.679 sacas, queda de 24,6%,  sendo 2.609.744 sacas de café arábica, 497.138 sacas de café conillon e 383.792 sacas de café solúvel. Os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque de novembro totalizavam 3.890.684 sacas, queda de 19,4%, sendo 2.856.282 sacas de arábica, 628.701 sacas de conillon e 405.726 sacas de solúvel. As  exportação de café em dezembro deve ficar em torno de 3,7 milhões de sacas, número bem abaixo que o mercado esperava, somando a 46,399 milhões de sacas exportadas até novembro, o Brasil deve exportar mais de 50 milhões de sacas pela primeira vez na história

Para a Agnocafé, o fundamento principal em 2025, será o baixo estoques que deve zerar nos próximos meses devido a forte exportação de 50 milhões de sacas em 2024 e mais o mercado interno de 22 milhões, consumindo no total 72 milhões, cerca de seis meses antes da entrada da safra 2025, que deverá ficar bem abaixo de 2024. Agora os investidores está preocupado com a nova safra,  tudo indica que sera bem abaixo que o mercado espera, principalmente de café arábica abaixo de 30 milhões de sacas.

A Safras & Mercado, indica um potencial de safra total de café no Brasil de 62,45 milhões de sacas em 2025/26 e trabalha com a ideia de uma safra de 38,35 milhões de sacas de arábica, queda de 15% em relação a safra passada. No caso do canéfora (robusta/conilon), apontam para uma produção entre 22 e 25 milhões de sacas, e Safras & Mercado trabalha preliminarmente com a estimativa de 24,10 milhões de sacas, queda de 5% ante a safra passada. Segundo o consultor de Safras & Mercado, Gil Barabach, a indicação de menor na produção em 2025 no Brasil associado a um cenário de estoques baixos e agressividade compradora cria uma instabilidade no equilíbrio entre oferta e demanda, ajudando a manter os preços do café sustentados. A indústria segue muito ativa no mercado, buscando formar estoques de proteção devido ao receio em torno do abastecimento futuro.

De acordo com Haroldo Bonfá, diretor da Pharos Consultoria, o café arábica mantém  patamares elevados com o clima se mantendo no centro das atenções dos investidores. “O clima vai ser a tônica do mercado em 2025, pois as temperaturas para este verão preocupam. Os últimos 20 anos foram marcados por períodos cada vez mais quentes, e isso pode prejudicar o final da safra de arábica no Brasil, com o risco de desidratar o grão. Com relação ao café robusta no Vietnã, as chuvas em excesso estão prejudicando a colheita no país, que no momento gira em torno de 60% da área. Além disso, os preços internos no Vietnã estão elevados mesmo em um período de plena oferta, reduzindo a disponibilidade para o mercado”, observa.

Segundo a Organização Internacional do Café (OIC) o consumo mundial de café cresce  2,2% no ciclo 2023/2024, chegando a 177 milhões de saca, mas o destaque está nos dois maiores países populosos do mundo, Índia com 1,42 bilhões e China com 1,41 bilhões de habitantes, consumo atulamente dos dois países atinge 7,8  milhões de sacas de café com crescimento entre 10% a 15% ao ano, que representa mais de 1 milhão de sacas ao ano. Aqui a 5 anos, o consumo deste dois países teve atingir 15 milhões de sacas.

 Os indianos gastaram US$ 1,5 bilhão para consumir café fora de casa em 2024. À medida que os ricos estão cada vez mais adquirindo o sabor da bebida, o consumo de café premium está crescendo mais rápido e estima-se que o mercado de café fora de casa cresça para US$ 3,2 bilhões até 2028. O mercado fora de casa, que foi avaliado em US$ 1,2 bilhão em 2023, cresceu para US$ 1,5 bilhão em 2024, alta de 25%, e nos próximos quatro anos deve ser avaliado em US$ 2,6-3,2 bilhões, crescendo a um CAGR de 15-20 por cento, de acordo com o estudo da RedSeer Consulting. A produção cafeeira indiana  emerge como o sexto maior produtor mundial. Abrangendo mais de 480.000 hectares, o setor produziu 352.000 tonelas ( 5,865 milhões de sacas) em 2022-23, com o consumo de 1/4 da sua produção, cerca 1,5 milhões de sacas, crescendo entre 10 a 15% ao ano, afirma o Conselho do Café do Governo da Índia.

O consumo de café da China está aumentando, chegando a 6,3 milhões de sacas este ano, tornando o sexto maior consumidor do mundo. Isso está de acordo com o relatório semestral sobre mercados e comércio de café publicado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), endossado pelo World Agricultural Outlook Board do USDA. De acordo com o relatório, o consumo da China cresceu quase 150% nos últimos 10 anos, de pouco mais de 2 milhões de sacas no início da década de 2010 para mais de 6 milhões de sacas hoje. Mas a China também é o 13º maior produtor do mundo, com uma colheita estimada de 1,8 milhão de sacas em 2024/25.

Condições climáticas desfavoráveis no Vietnã devem continuar a sustentar os preços futuros do café, as chuvas persistentes no Planalto Central, principal região produtora de café Robusta do Vietnã, estão prejudicando a colheita e o processamento dos grãos, que já estão atrasados. “O clima chuvoso contínuo também afeta a qualidade do café, pois ele não pode ser seco e armazenado adequadamente”, disse uma fonte local citada pela Reuters. De acordo com a mesma fonte, 20% dos cafés permaneceram sem serem colhidos.  Enquanto isso, novos números de exportação atualizados do Departamento Geral de Alfândega do Vietnã mostram que as remessas caíram 47% para 63.019 toneladas em novembro.  Durante os primeiros 11 meses do ano civil de 2024, as exportações caíram 14%, para 1,22 milhão de toneladas (20,33 milhões de sacas).

A continuação das chuvas fora de época levou a maioria dos meteorologistas a antecipar um desempenho de exportação menor em relação ao ano anterior para o mês de dezembro, que será divulgado em breve pela Autoridade Aduaneira do Vietnã, relata a I. & M. Smith. “Há alguma expectativa de que o fluxo de exportação possa começar a melhorar à medida que o ano novo avança, talvez com a interrupção das celebrações do Ano Novo Lunar do Tet no final de janeiro. A produção acumulada e as previsões para a colheita atrasada, mas em andamento, podem inspirar estimativas de safra mais baixas a virem à tona. Embora as estimativas variem por uma margem de 3 milhões de sacas, a estimativa mediana para o ano cafeeiro de outubro de 2024 a setembro de 2025 é definida em 28 milhões de sacas”, conclui I. & M. Smith.

De acordo com o Departamento de Importação e Exportação (Ministério da Indústria e Comércio), em 2024, o faturamento das exportações de café do Vietnã atingirá mais de  US$ 4,84 bilhões, superando o faturamento total de todo o ano de 2023. Notavelmente, o preço médio de exportação do café no mês de novembro de 2024 atingiu 5,818 dólares/tonelada ( US$ 349,10 a saca ) o nível mais alto de todos os tempos. Apesar do aumento dos preços de exportação, a produção de café do Vietnã está enfrentando um declínio. As mudanças climáticas e o fenômeno El Niño causaram seca em regiões-chave de cultivo de café, como o Planalto Central, afetando a produtividade e a qualidade dos grãos de café. Além disso, a mudança dos agricultores para o cultivo de safras de maior valor, como durian e abacate, também contribuiu para o declínio nas áreas de cultivo de café.

A União Europeia (UE) emitiu o Regulamento de Prevenção do Desmatamento da UE (EUDR), exigindo que produtos importados, incluindo café, provem que não estão ligados ao desmatamento. Espera-se que o regulamento entre em vigor a partir de dezembro de 2025, representando um grande desafio para a indústria de café vietnamita em garantir a rastreabilidade e a conformidade com padrões ambientais rigorosos. Apesar dos desafios acima, o Vietnã ainda tem a oportunidade de consolidar sua posição no mercado global de café. Investir na produção de café de alta qualidade, especialmente café orgânico e especial, ajudará a aumentar o valor do produto e atender à crescente demanda de consumidores internacionais. Ao mesmo tempo, aplicar métodos de cultivo sustentáveis, proteger o meio ambiente e cumprir com as regulamentações internacionais criará condições favoráveis ​​para o café vietnamita acessar e expandir os mercados de exportação.

Em 2024, Vietnã sofreu 18 ondas de frio e 19 ondas de calor

Os desastres naturais de 2024 foram devastadores e extremos, deixando 514 mortos ou desaparecidos e causando perdas econômicas estimadas em mais de VNĐ 88,748 trilhões (US$ 3,48 bilhões). Este ano catastrófico revelou a gravidade crescente das calamidades naturais no Vietnã e ressaltou a necessidade urgente de melhorar a preparação para desastres e estratégias de mitigação. Hoàng Phúc Lâm, vice-diretor do Centro Nacional de Previsão Hidrometeorológica, disse que, em 25 de dezembro, ocorreram dez tempestades e uma depressão tropical no Mar do Leste, duas a menos que a média anual. Apesar desse número menor, a intensidade e o impacto dessas tempestades foram impressionantes. Quatro tempestades atingiram diretamente o Vietnã, sendo a tempestade nº 3 (Tufão Yagi ) a mais forte dos últimos 30 anos. O tufão Yagi fez estragos em Quảng Ninh e Hải Phòng com ventos de níveis 10-12, com rajadas de níveis 13-15.

Esses ventos fortes causaram destruição generalizada, principalmente nas províncias do nordeste e em Hà Nội, onde infraestrutura, casas e serviços públicos sofreram grandes danos. De 6 a 12 de setembro, chuvas pesadas desencadeadas pela tempestade nº 3 inundaram a região norte, com chuvas excedendo de quatro a seis vezes a média anual. Grandes rios como Thao, Lô e Thái Bình transbordaram, ultrapassando níveis de perigo e causando inundações devastadoras.Milhares de hectares de terras agrícolas ficaram submersos e as redes de transporte paralisadas, complicando ainda mais os esforços de resgate e socorro. As áreas montanhosas e centrais enfrentam uma dupla ameaça de penetração de terra e inundações repentinas. Essas consequências naturais destruíram vilas inteiras, deslocaram milhares e causaram uma perda incalculável de vidas humanas e propriedades.

Além das tempestades, 2024 testemunhou um aumento alarmante em eventos climáticos extremos. Um total de 39 inundações repentinas e perfurações de terra ocorreram em 32 províncias, com as regiões norte e central, danos ou impacto dos danos.Províncias como Hà Giang, Lào Cai, Yên Bái e Cao Bằng foram as mais gravemente afetadas. Além disso, o Vietnã sofreu 18 ondas de frio e 19 ondas de calor, um lembrete claro da imprevisibilidade das mudanças climáticas. O Planalto Central e as regiões centrais sofreram com uma escassez aguda de água, interrompendo a produção agrícola e agravando os desafios socioeconômicos. Enquanto isso, o Delta do Mekong, um centro agrícola vital, ocorreu um início precoce de intrusão de água salgada, ameaçando os meios de subsistência de milhões de pessoas que dependem do cultivo de arroz e da aquicultura.

Ótima Semana e Feliz ano de  2025 

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Contrato Cotação Variação
Maio 385,25 - 3,60
Julho 381,75 - 3,65
Setembro 377,00 - 3,80
Contrato Cotação Variação
Maio 5.371 + 5
Julho 5.338 - 12
Setembro 5.327 - 43
Contrato Cotação Variação
Maio 508,00 + 4,45
Julho 480,55 - 4,85
Setembro 473,85 - 2,05
Contrato Cotação Variação
Dólar 5,6280 - 1,23
Euro 6,2050 + 0,35
Ptax 5,6067 - 1,50
  • Varginha
    Descrição Valor
    Duro/riado/rio R$ 2430,00
    Moka R$ 2670,00
    Safra 23/24 20% R$ 2770,00
    Peneira14/15/16 R$ 2890,00
  • Três Pontas
    Descrição Valor
    Duro/riado/rio R$ 2350,00
    Miúdo 14/15/16 R$ 2850,00
    Safra 23/24 15% R$ 2780,00
    Certificado 15% R$ 2820,00
  • Franca
    Descrição Valor
    Cereja 20% R$ 2800,00
    Safra 23/24 15% R$ 2780,00
    Moka R$ 2650,00
    Duro/Riado 15% R$ 2500,00
  • Patrocínio
    Descrição Valor
    Safra 23/24 15% R$ 2780,00
    Safra 23/24 25% R$ 2760,00
    Peneira 17/18 R$ 3000,00
    Rio com 20% R$ 2340,00
  • Garça
    Descrição Valor
    Safra 23/24 20% R$ 2770,00
    Safra 23/24 30% R$ 2750,00
    Duro/Riado 20% R$ 2430,00
    Escolha kg/apro R$ 38,00
  • Guaxupé
    Descrição Valor
    Safra 23/24 15% R$ 2780,00
    Safra 23/24 25% R$ 2760,00
    600 defeitos R$ 2670,00
    Duro/riado 25% R$ 2500,00
  • Indicadores
    Descrição Valor
    Agnocafé 23/24 R$ 2780,00
    Cepea Arábica R$ 2561,84
    Cepea Conilon R$ 1827,80
    Conilon/Vietnã R$ 1790,00
  • Linhares
    Descrição Valor
    Conilon T. 6 R$ 1940,00
    Conilon T. 7 R$ 1920,00
    Conilon T. 7/8 R$ 1900,00