Com volume de 30.604 lotes em NY, 259 lotes a mais que quinta-feira, devido a ausência dos grandes investidores que entraram no pregão de quarta-feira defendendo suas posições, o contrato de março fechou em alta 5,35 cents a 323,85 cents, recuperando importe suporte em 320,00 cents, variando de 8,10 cents, de 317,80 cents a 3325,85 cents, rompendo duas resistências em 321,45 cents 324,40 cents
Com volume em Londres de 10.114 lotes, 246 lotes a menos que na quinta-feira, os contratos futuros de café robusta fecharam em queda, março caiu US$ 13, para US$ 4.966/t, abaixo do importante suporte em US$ 5.000/t, variando US$ 69, de US$ 4.951/t a US$ 5.020/t, chegando a fletar o primeiro suporte em US$ 4.951/t e ultrapassando a primeria resistência em US$ 5.012/t.
A diferença de preço entre NY e Londres sobe para 98,59 cents ante a 92,65 cents de quinta-feira, índice DXY valoriza 0,44% para 109,64 pontos. Após uma forte queda nessa quinta-feira, o dólar voltou a subir nesta sexta-feira, a moeda americana encerrou o dia valendo R$ 6,10, uma alta de 1%, a alta veio após dados do relatório 'payroll' de emprego nos EUA, que mostraram números bem acima do esperado pelo mercado. São estes dados que deixaram os investidores preocupados com a possibilidade de o Fed manter a taxa de juros operacional na reunião de janeiro de 2025, atualmente, 98% das pessoas acreditam que o Fed manterá a taxa de juros atual .
Nas últimas semanas, o mercado foi muito sensível a forças econômicas externas, alta e baixa taxas dos Treasuries e dólar, mas dentro do intervalo entre 318,00 a 328,00 cents nos últimos 30 dias, onde os vendidos continuam pressionando para manter nível abaixo de 320 cents, até os fundamentos positivo, começam a prevalecer novamente. No pregão de quarta-feira, depois desta notícia na CNN de que o presidente dos EUA Donald Trump pretendia declarar “emergência econômica”, os especuladores de plantão associaram aos vendidos começaram a pressionar e consequindo romper dois suportes do dia em minutos, levando a 314,90 cents ( maior pico de baixa da semana), mas em 315,00 cents começaram aparecer coberturas dos grandes investidores que estão fortemente comprados ( 50 mil lotes ), esta entrada se refletiu no volume de negócios acima de 41,5 mil lotes, superando em mais de 15 mil lotes o volume dos pregões anteriores.
Na quinta-feira, mercado foi mais calmo e operando na faxia de 317,00 cents a 322 cents com vendidos fazendo todo os esforços para manter abaixo de 320 cents, sem a presença dos grandes fundos o volume voltou ao nível de 30 mil lotes. Na sexta-feira, os números do "payroll" deixou o mercado financeiro global agitado refletindo nos contratos de café arábica em NY, bem diferente de quarta-feira, os especuldores de plantão entraram comprando levando março a ultrapassar as duas primeiras resistências do dia chegando a operar acima de 325,00 cents, níveis que deixam os vendidos extressado, próximo a entrada de forte canal de alta em 329,10 cents que indica a busca do nível de 335 cents, seguido pelo alcance da máxima registrada recentemente em dezembro acima de 347 cents.
Na segunda-feira, os suportes estão em 319,12 cents, 314,38 cents e 311,02 cents e as resistências em 227,27 cents, 330,32 cents e 335,32 cents. Em menos de 30 dias, 12 de fevereiro vence as opções de março, os números mostra que os contratos "call" em abertos estão carregados acima de 350 cents. Em 330 cents ( 1.933 ), 340 cents ( 968 ), 350 cents ( 3.697 ), 355 cents ( 1.850 ), 360 ( 1.234 ), 370 ( 1.734 ) e 400 ( 4.124 )
Diante da forte surpresa observada nos números do relatório de empregos (“payroll”) de dezembro nos Estados Unidos, o mercado de Treasuries (títulos do Tesouro americano) passa por forte reprecificação na manhã desta sexta-feira, na medida em que os participantes do mercado retiram da curva de juros uma parte dos cortes que eram precificados até então. No CME Group, os contratos futuros dos Fed funds apontam para chance majoritária de uma nova redução nos juros se concretizar somente no segundo semestre deste ano, enquanto as taxas dos Treasuries de longo prazo alcançam máximas desde novembro de 2023.
Surpreendeu o mercado o fato de a economia americana ter criado 256 mil postos de trabalho em dezembro, enquanto as expectativas giravam em torno de 155 mil empregos. Além disso, a nova queda da taxa de desemprego, para 4,1%, continua a alimentar a sensação de um mercado de trabalho muito aquecido nos EUA, o que reforça a percepção de que o Federal Reserve (Fed) pode ser bem mais cauteloso na condução da política monetária. O mercado, assim, continua a retirar dos preços dos ativos cortes nos juros que já estavam precificados na curva, diante de uma disparada dos rendimentos dos Treasuries.
No mês de dezembro foram embarcadas 3,782 milhões de sacas, queda de 18,9% ante as 4,662 milhões de sacas embarcadas em novembro, totalizando recorde 50,181 milhões de sacas em 2024. Segundo dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), até dia 10 de janeiro, os embarques brasileiros do mês totalizaram 863.341 sacas (média diária de 86.334 sacas), alta de 56,3%, sendo 682.088 sacas de café arábica, 88.870 sacas de café conillon e 92.383 sacas de café solúvel. Os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque de janeiro totalizavam 1.524.709 sacas, alta de 27,1%, sendo 1.524.709 sacas de arábica, 203.997 sacas de conillon e 130.487 sacas de solúvel.
Os aumentos de preços sem precedentes registrados nos mercados de café no ano passado também se refletem na evolução dos indicadores estatísticos da OIC, conforme resumido no relatório mensal que a organização sediada em Londres divulgou ontem, terça-feira, 7 de janeiro. A média mensal do Preço Indicador Composto da OIC (I-CIP) aumentou mais 10,7% em dezembro para 299,61 cents, o nível mais alto em termos nominais desde 314,96 cents em abril de 1977. Por dez dias, nove dos quais consecutivos, a média diária ultrapassou a marca de 3 dólares, atingindo o pico de 312,77 centavos em 10 de dezembro. A situação melhorou nos últimos dez dias do ano. O indicador diário fechou 2024 em 291,08 centavos: um nível que, no entanto, estava bem acima da média do mês anterior (270,72 em novembro) e do mínimo diário de 277,71, registrado em 3 de dezembro.
Aumentos de dois dígitos foram registrados para todos os indicadores de Arábica. As médias mensais para Suaves Colombianos, Outros Suaves e Naturais Brasileiros aumentaram 11,4%, 12,6% e 14,5%, respectivamente. O indicador Robusta aumentou 4,7%. Os indicadores de Nova York e Londres subiram 14,4% e 5,5%, respectivamente. A volatilidade intradiária do Preço Indicador Composto da OIC cresceu 4,6 pontos percentuais, com média de 14,1% em dezembro de 2024 (17,3% para Robustas). Entre janeiro e dezembro, a média mensal do Preço Indicador Composto da OIC cresceu quase 70% (+69,8%). Os Naturais Brasileiros tiveram o maior aumento (+82,3%). Outros Suaves e Suaves Colombianos ganharam 68,9% e 65,8% respectivamente. Finalmente, a média mensal dos Robustas subiu 59,4%.
Pressões financeiras, dificuldades logísticas e questões geopolíticas contribuem para manter toda a cadeia de suprimentos sob tensão. "Preços altos combinados com um dólar americano forte causaram problemas nas origens, pois isso aumentou muito o custo financeiro das operações de mercado", escreve o relatório. "Duas grandes empresas exportadoras brasileiras, responsáveis por quase um décimo das vendas de Arábica do Brasil, tiveram que pedir a um tribunal local mais tempo para negociar com os credores para evitar o pedido de falência. Um dólar forte levou a preços altos em GBP/mt e EUR/kg - uma tensão constante para importadores e torrefadores ocidentais. Como consequência, os envolvidos no processamento do café terão que aumentar seus preços na cadeia de suprimentos, aumentando os custos para o consumidor final".
O aumento dos preços de mercado levou os corretores a emitir chamadas de margem para seus clientes. Isso piora o estresse já causado por atrasos nos portos, agravando ainda mais os custos operacionais: o Cecafé relatou que os vendedores de café gastaram mais de R$ 7 milhões em espaço de armazenamento adicional e taxas portuárias devido às ineficiências do mercado local. Os tempos de envio prolongados para destinos europeus continuam a pressionar as cadeias de suprimentos globais: o café passa mais tempo em trânsito, pois o tráfego no Canal de Suez continua extremamente restrito. Consequentemente, as remessas de café entre os países produtores de café na Ásia e os mercados consumidores na Europa se tornaram mais lentas e mais caras.”
Por outro lado, a pressão criada pela iminente implementação da EUDR sobre o café fez o I-CIP cair de 311,46 centavos de dólar americano/lb em 18 de dezembro — data em que o Conselho Europeu adotou formalmente o regulamento sobre o adiamento da aplicação da EUDR — para 299,81 centavos de dólar americano/lb um dia depois. Em 17 de dezembro, o Parlamento Europeu votou para adotar o acordo político provisório com o Conselho Europeu e a Comissão Europeia para atrasar a entrada em aplicação da EUDR.
Grandes operadores e comerciantes agora terão que respeitar as obrigações deste regulamento a partir de 30 de dezembro de 2025, e micro e pequenas empresas a partir de 30 de junho de 2026. A adoção formal pelo Conselho Europeu marca a etapa final do procedimento legislativo ordinário. O regulamento foi publicado no Jornal Oficial da UE em 27 de dezembro. Apesar dessas dificuldades, as exportações mundiais de todas as formas de café continuam a crescer. Em novembro, as exportações aumentaram 2,4% para 10,859 milhões de sacas. Isso se compara a 10,602 milhões de sacas no mesmo mês do ano passado. As exportações de Arábicas aumentaram 12,2% para 7,243 milhões, com aumentos de dois dígitos para Naturais Brasileiros (+15,2%) e Suaves Colombianos (+14,4%). Os embarques de Outros Suaves aumentaram 3,1%. Por outro lado, a tendência foi negativa para Robustas, cujas exportações caíram 12,9% para 3,616 milhões.
O mercado interno esteve calmo até quinta-feira, mas nesta sexta-feira, depois do relatório surpessa do ‘Payroll’ com tendência continuação da valorização do dólar, os compradores, principalmente os torradores começaram a aumentar as suas ofertas. Na parte da tarde, no Sul de Minas, vários lotes acima de R$ 2.350, café duro com 18% e 22% de peneira a R$ 2.375, 16% com 30% de peneira a R$ 2.380, peneira 17/18 a R$ 2.700. Oferta de traders a R$ 2.500 café duro remanescente para pagamento de 30 dias. Pela andar da carrugem, tudo indica que teremos negócios para café duro a R$ 2.500 na próxima semana.
Com os negócios da tarde de onte, o indicador de café do arábica da safra 24/25 da Agnocafé com 15% teve novo recorde ficou em R$ 2.370,00, alta de 1,2% ( + R$ 30,00 ) nesta sexta-feira (10) e café livre a R$ 2.350,00. No mês acumula alta de R$ 60,00 e no ano, alta de R$ 60,00 e em dólar fica em US$ 388,39. O peneira 17/18 pronto para embarque R$ 2.700,00, cereja a R$ 2.390,00, café certificado a R$ 2.410,00. O indicador para café com 10% a R$ 2.380,000, 20% a R$ 2.360,00, com 25% a R$ 2.350,00 com 30% a R$ 2.340,00. Para os café de baixa qualidade Duro/riado R$ 2.250,00, duro/riado/rio, R$ 2.180,00, rio a R$ 2050,00 com 15%. Café duro para consumo 600 defeitos R$ 2.280,00 repasse de beneficiamento a R$ 1.970,00 e riado a R$ 1.920,00 e escolha fica em R$ 34 o quilo de aproveitamento.
Vários meios de comunicação continuam a relatar como os consumidores serão afetados pelo aumento dos preços do café em 2025. O The Guardian publicou recentemente um artigo alegando que o custo de uma única xícara de café em cafés australianos pode chegar a AU$ 12 no próximo ano , sem dúvida causando preocupação aos consumidores de café do país.
Apesar da ameaça de aumentos de preços, espera-se que o consumo global cresça em 2025. De acordo com o último Relatório de Produção, Mercados e Comércio Mundial do USDA , espera-se que o mundo consuma mais de 168 milhões de sacas de 60 kg de café em 2024/25, representando um aumento de 3% em relação aos níveis de 2023/24.
Para as grandes redes, esta é uma boa notícia. Com uma presença de mercado estabelecida, elas estão seguras no conhecimento de que os consumidores permanecerão fiéis à sua marca e dispostos a pagar um pouco mais por suas bebidas. Recentemente, a Dunkin' lançou uma nova campanha publicitária com a cantora e compositora Sabrina Carpenter para promover sua mais recente bebida exclusiva – um sinal claro de que as grandes marcas estão apostando na demanda crescente.
Lojas de cafés especiais e torrefadores, no entanto, provavelmente enfrentarão mais obstáculos este ano. Com um foco maior em volumes menores de cafés de pontuação mais alta, as margens de lucro continuarão a diminuir à medida que a volatilidade do mercado persiste. Marcas especiais estabelecidas com uma base de clientes fiéis estarão melhor posicionadas para enfrentar a tempestade, mas cafés e torrefadores precisarão encontrar novos pontos de diferenciação para competir com os principais participantes do mercado.
Para Darleen Scherer , fundadora da consultoria de café Black Sheep, a ano passado foi particularmente desafiador para a indústria do café. A escassez de oferta no Brasil e no Vietnã, motivada por condições climáticas desfavoráveis, e o aumento dos volumes de exportação, resultado da incerteza sobre os Regulamentos Europeus de Desmatamento, levaram os futuros de arábica e robusta aos seus níveis mais altos já registrados .
Esse rápido aumento nos preços de mercado colocou uma pressão imensa sobre os comerciantes de café verde, forçando-os a enfrentar obstáculos financeiros enquanto garantiam que as remessas ainda chegassem aos compradores. Mais abaixo na cadeia de suprimentos, torrefadores e cafeterias sentiram o aperto, pois margens já estreitas se estreitaram ainda mais, e muitos tomaram decisões difíceis para aumentar seus preços de varejo. Os próximos 12 meses também devem ser difíceis para a indústria do café. Déficits estimados de produção global e um aumento nos volumes de consumo podem levar os futuros de arábica e robusta ainda mais alto.
“O café está profundamente enraizado nas rotinas diárias e experiências sociais, particularmente para consumidores mais jovens que o veem como mais do que apenas uma dose de cafeína. A pesquisa mostra que a Geração Z e os Millennials estão realmente começando a beber café em idades mais jovens (por volta dos 15 anos) e veem isso como parte de seu estilo de vida. Eles estão dispostos a pagar preços premium porque valorizam a experiência e a autenticidade, expressando interesse em bebidas personalizadas e conexão com as marcas que apoiam”, diz Darleen
Data: 12/01/2025 10:44 Nome do Usuário: Fábio Comentário: Continua... Ganhar dinheiro..E outra coisa a natureza vive de ciclos , e consumo dos café aumentou porque ele é uma DROGA, .... QUE NOVIDADE TEM ENTÃO... NENHUMA SÓ ENCHENDO LINGUIÇA
Data: 12/01/2025 10:40 Nome do Usuário: Fábio Comentário: NENHUMA NOVIDADE:CANAL DE SUEZ SEMPRE TEM ENTRAVES , ESTÁ ÉPOCA É FRIO MESMO NO HEMISFÉRIO NORTE, CONSUMO AUMENTAR ENTRE JOVEM É UMA LÓGICA NATURAL, DISPARIDADE DO DÓLAR É UMA FÓRMULA DOS BANCO GANY