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Os "tubarões" atingem novo recorde histórico, 88,5% apostam na alta


Por José Roberto Marques da Costa

 Com volume de 25.563 lotes em NY,  1.783 lotes a menos que quinta-feira, os contratos de café arábica fecharam em alta, o contrato de março subiu alta 1,20 cents ( 0,37% ) a 328,35 cents, variando de 6,55 cents, a menor da semana de 325,90 cents a 332,45 cents, ultrapassando a primeira resistência do dia em 331,07 cents, mas sem força para entrar no canal de alta em 333,65 cents e a segunda resistência em 334,98 cents. Na semana acumula alta de 2,30 cents e no mês de 8,75 cents.  

Segundo análise da Economies, o preço do café manteve sua estabilidade acima da linha de suporte de 312,10 cents, confirmando sua preparação para renovar as tentativas de alta para notar o rali em direção a 330,30 cents para se aproximar da barreira em 333,65 cents, ( máxima de quinta em 332,05 cents e de sexta em 332,45 cents ) . A abordagem estocástica ao nível 80 fornecerá ao preço um forte impulso positivo para conseguir superar a barreira de 333,65 cents e abrir caminho para registrar ganhos adicionais que podem se estender em direção a 338,70 cents, seguidos pelo alcance da alta registrada recentemente em 347,85 cents.

O relatório da CFTC referente a 14 de janeiro mostram que os grandes fundos aumentaram suas posições compradas em 4.571 lotes e diminuíram suas posições vendidas em 2.294 lotes, neste período a variação de março passou de 320,50 cents a 321,95 cents, alta de 1,45 cents. Durante a semana do relatório, o volume de negócios superou a 40 mil lotes por dois dias, além dos grandes investidores entraram no mercado cobrindo suas posições quando atingiu  315,00 cents no dia 8, aumentando em 8,9% suas posições compradas, no dia 13, quando a máxima chegou a 33,85 cents, além de mais compras, aí que vem a grande supresa, diminuíram fortemete em 27,2% suas posições vendidas para o menor nível histórico. Os "tubarões" atingiram outro recorde histórico, 88,5%  apostam na alta e apenas 11,5% na baixa.

Pelos dados da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgados nesta sexta-feira, 17 de janeiro referente ao dia  14 de janeiro, mostraram alta de 17,6% nas posições líquidas compradas dos grandes fundos. As posições abertas tiveram queda de 4,8% ( 23.887 lotes ), passando 251.279 lotes para 239.166 lotes. Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras os grandes fundos possuíam 48.794 posições líquidas compradas, sendo 56.093 posições compradas e 7.294 posições vendidas no último dia 14. No relatório anterior, referente a 07 de janeiro, eles tinham 41.498 posições líquidas compradas sendo 51.522 posições compradas e 10.025 posições vendidas. No resumo, 88,5% dos grandes fundos aumentaram suas apostas na alta e 11,5%  aposta na baixa. Em relação ao relatório anterior, teve aumento de 5,7% na alta e queda expressiva de 29,4% na baixa

As empresas comerciais diminuíram em 1,33% suas posições líquidas vendidas, registravam no dia 14, saldo de 91.896 posições líquidas vendidas, sendo 48.537 posições compradas e 140.433 vendidas. No relatório anterior do dia 07, possuíam 93.138 posições líquidas vendidas, sendo 50.022 posições compradas e 143.160 vendidas. Os fundos de índice diminuíram em 23,4% o saldo líquido compradas no período, passando de 48.471 lotes, sendo 58.926 comprados e 10.455 vendidas, no dia 07, para 39.285 lotes, sendo 48.605 comprados e 9.320 vendidas, no dia 24.

Segundo a Perfect Daily Grinda,  após os relatórios meteorológicos estimarem uma queda nos níveis de precipitação abaixo das médias históricas, o contrato da Intercontinental Exchange para o arábica reagiram. Nas últimas semanas, os futuros do arábica permaneceram estáveis, ligeiramente acima da marca de 320 cents; no entanto, analistas de mercado preveem que condições imprevisíveis de mercado persistirão pelo restante do ano. Esta não é uma informação nova para produtores, comerciantes e torrefadores, muitos dos quais já estavam preparados para um desafiador 2025. Um novo relatório do banco brasileiro Itaú BBA, no entanto, prevê que a volatilidade do mercado continuará até o primeiro semestre de 2026, forçando os participantes da cadeia de suprimentos a continuar se adaptando às condições difíceis.

Em entrevista para Reuters, o representante da Cecafé considerou que o Brasil poderia ter exportado ainda mais em 2024, considerando 1,6 milhão de sacas que ficaram paradas nos portos por gargalos logísticos. Uma projeção de produção de 54 milhões e exportação que poderia ter sido 52 milhões (considerando o volume não embarcado), ou realmente vamos chegar à conclusão de que não estamos consumindo absolutamente nada (de café internamente) ou que o número da Conab está completamente errado.

 Na avaliaçaõ da entidade, criticando os números da Conab e  indiretamente do IBGE, esqueceu que além da exportação de 52,043 milhões de sacas foram consumidas internamente 22 mihões de sacas em 2024 dando uma somatória de 74,043 milhões de sacas, poderia também acrescente que os números das outras agências, principasmente a USDA, que estimou a safra do Brasil 70 milhões de sacas "também está completamente errado".

A meses atrás, alertei várias vezes, inclusive citando a famosa frase de Hamlet, “Há algo de podre no reino da Dinamarca”, fazendo uma mudança para "Há algo de podre no mercado brasileiro de café", ao analizar  os números de todos os setores do mercado não "fecham" mostrando uma lacuna de 23 milhões de sacas, a agora a Cecafé chega a mesma conclusão, de que os números estão completamente errado e a culpa somente de um entidade. O problema muito mais complexo, envolve vários setores do mercado, que para tirar algumas vantagens, "maquiando os dados" em época de superavit, agora com aparecimento do déficit que vem crescendo nos últimos meses e com tendência de alta, a realidade nos números começam aprecer como um ponta de icerberg, posso adiante que este icerberg é bem mais "profundo".  Atualmente o mercado está vivendo uma grande tempestade, em breve o "radar" vai mostrar a entrada de um furacão que deve aumentar do nível 1 ao nível 5.  

Segundo dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), até dia 17 de janeiro, os embarques brasileiros do mês totalizaram 1.988.232 sacas (média diária de 116.954 sacas), alta de 26,7%, sendo 1.628.980 sacas de café arábica, 181.547 sacas de café conillon e 177.705 sacas de café solúvel. Os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque de janeiro totalizavam 2.717.874 sacas, alta de 19,4%, sendo 2.220.073 sacas de arábica, 300.141 sacas de conillon e 317.660 sacas de solúvel. A projeção do embarque diário indica que em janeiro deve ser exportada 4,200 milhões de sacas.
 
Segundo, o relatório estatístico da Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgado na quinta-feira, com o desempenho do mês dezembro, o Brasil bateu o recorde anual de exportação em 2024, com o embarque de 52,043 milhões de sacas,  considerando 1,6 milhão de sacas que ficaram paradas nos portos por gargalos logísticos. A  projeção do embarque diário indica que em janeiro deve ser exportada 4,2 milhões de sacas, totalizando a exportação em 56,243 milhões de sacas nos últimos 13 meses, até 31 de janeiro. 

O consumo interno dos Cafés do Brasil, no acumulado de doze meses, especificamente no período de novembro de 2022 a outubro de 2023, atingiu um volume físico total equivalente a 21,67 milhões de sacas, alta de 1,64% em relação ao período anterior. Matendo a mesma porcentagem de aumento, o consumo no Brasil em 2024 atingiu 22,025 milhões de sacas, média  mensal de 1,835 milhões de sacas, totalizando o cosumo em 23,860 milhões de sacas nos últimos 13 meses, até 31 de janeiro.

Somando as exportações e o consumo interno, de janeiro de 2024 a janeiro de 2025 vamos chegar a um número inacreditável do desaparecimento no Brasil de 79,94 milhões de sacas, mantendo a exportação de 4 milhões de sacas e o consumo de 7,34 milhões de sacas, serão necessária mais de 23 milhões de sacas nos próximo quatro meses até a entrada da nova safra, completando o desaparecimento de 103,17 nilhões de sacas. Para fechar  e zerar este número, o carry over ( estoques remanescente ) estavam em 23 milhões de sacas. No último relatório da USDA, a entidade reduzir para 2,88 milhões de sacas o estoque remanescente do Brasil, um pequeno erro de mais de 20 milhões de sacas.

Para aumentar a ponta do icerberg e a tempestade que deve virar furacão que vai aumentando de intensidade nos próximos 16 meses, em 2025 o Brasil deverá ter uma safra "frustante" e estoques remanescente zerado. Os cálculos ( fevereiro a junho de 2026 ) até a entrada da safra de 2026, somente o mercado interno deve consumir 29 milhões de sacas, restando apenas 21 milhõe de sacas para exportações com produção atingir 50 milhões de sacas ou 31 milhões com produção de 60 milhões de sacas. Por este motivo que 88,5% dos "tubarões" estão apostam na alta e nos próximos relatórios deve mostrar, eles com recorde histórico de posições compradas, o anterior estavam acima de 62 mil lotes comprados. O mercado é "soberano" deve buscar ponto de equilíbrio bem acima do atual nivel diante da triste realidade.   

Temperatura de 1,5º acima da média em 2025, provoca rally em Londres

Com volume em Londres de 18.011 lotes, 502 lotes a mais que na quinta-feira, os contratos futuros de café robusta fecharam em forte alta, março sobe US$  117 ( 2,4% ) para US$ 5.006/t, acima do importante suporte de US$ 5.000 a tonelada,  variando US$ 193, de US$ 4.890/t  a US$ 5.083/t, ultrapassando as três resistências do dia US$ 4.953/t, US$ 5.017/t e 5.052/t, acumulando na semana alta de US$ 104, fechando no maior nível dos último 8 pregões. 

A performance dos contratos futuros do robusta foi bem diferente de arábica, em Londres a lata foi de 2,4% e NY 0,37%,  com os participantes atento as informações meteorológica do clima no Vietnã em 2025. O rally do dia começou desde abertura do pregão, primeiramente acreditava que o motivo seria uma geada localizada nos cafezais Son La que fica na região montanhosa no norte do Vietnã.

O rally foi provocado por problemas climático, mas não a geada no note do país, mas na palestra de Hoang Phuc Lam, vice-chefe do centro nacional de previsão do tempo, que afirmou que  as temperaturas em todo o país em 2025 ficaram entre 0,5 e 1,5 graus Celsius acima da média e número semelhante de tempestades e depressões tropicais em 2025. Estas informações vindas de um palestra de renome agitou o mercado em Londres.

Falando em um seminário realizado pela Administração Meteorológica e Hidrológica do Vietnã na sexta-feira, Hoang Phuc Lam, vice-chefe do centro nacional de previsão do tempo, disse que as temperaturas em todo o país de janeiro a dezembro ficaram entre 0,5 e 1,5 graus Celsius acima da média.

De acordo com Lam, ondas de frio podem atingir a região norte de janeiro a março de 2025, com possibilidade de frentes frias intensas trazendo geadas e temperaturas congelantes em áreas montanhosas. Quanto ao calor, as regiões do sul e do Planalto Central podem apresentar os primeiros sinais de ondas de calor no início de março, enquanto as regiões do norte e do centro devem enfrentar temperaturas mais altas em maio. “A intensidade e a duração das ondas de calor em 2025 podem não ser tão extremas quanto as de 2024”, disse Lam

O centro meteorológico nacional também previu que o Vietnã verá um número semelhante de tempestades e depressões tropicais em 2025, ao dos anos anteriores, com cerca de seis tempestades, a partir de junho. Enquanto isso, entre 11 e 13 tempestades e depressões tropicais podem atingir o Mar do Vietnã Oriental este ano.

 Na região sudeste, prevê-se que as marés altas ocorram em seis períodos ao longo do ano, principalmente no início de março, final de março, final de abril, meados de outubro, início de novembro e início de dezembro. Além disso, prevê-se que a intrusão de água salgada no Delta do Mekong permaneça alta durante a estação seca, de fevereiro a abril. No entanto, espera-se que a situação seja menos grave do que a intrusão salina em 2015-16 e 2019-20.

Geada devasta cafeeiros em Son La no norte do Vietnã

A geada afetou aproximadamente 96,3 hectares de cafeeiros na província montanhosa de Son La, no norte, resultando em uma perda estimada de VND 4 bilhões (US$ 157.790). As comunas mais atingidas em Son La City são Chieng Den e Hua La, com 37,3 hectares e 32 hectares afetados, respectivamente. Chieng Co Commune tem os danos restantes.

As autoridades da cidade de Son La pediram aos moradores que tomem medidas proativas para mitigar o impacto da geada nas plantações. Para cafeeiros com folhas murchas e galhos novos, é recomendável podar os galhos queimados para minimizar a perda de umidade, coletar ervas daninhas e aplicar folhas e galhos como cobertura morta ao redor das raízes do café.

Devido à idade, pode ser necessário cortá-las severamente. Após a poda, aplique uma mistura de cal viva e água nas superfícies cortadas, depois fertilize e regue a árvore para estimular o crescimento de novos caules e galhos. Os cafeeiros mais velhos que são muito afetados e não conseguem se recuperar devem ser derrubados e substituídos por novas plantas.

Ótimo final de semana

Comentarios

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Data: 19/01/2025 19:28 Nome do Usuário: Fabio
Comentário: Errata: incremento. E AINDA BEM QUE DEUS É BOM, PORQUE SÓ VEJO ÊNFASE EM NOTÍCIAS RUINS, DIFICILMENTE ALGUÉM APARECE PARA DAR UMA BOA NOTÍCIAS......
Data: 19/01/2025 19:26 Nome do Usuário: Fabio
Comentário: PREPAREM SE: SAFRA 2025 VAI SER UMA SURPRESA, PORÉM AGORA AGRADÁVEL, PENEIRA DO CAFE VAI SER UM ENCERRAMENTO DE 25% SOBRE O PREVISTO
Data: 18/01/2025 20:49 Nome do Usuário: Francisco
Comentário: Esse estq d passagem USDA d 2,88 m d sacas é 30.06.24 aí vc soma a safra d 67 m do USDA. Mais ou menos 70 m. Ou seja, vamos chegar zerados em 30.06.25 em número d sacas. Abril já tem colheita aqui.
Contrato Cotação Variação
Maio 385,25 - 3,60
Julho 381,75 - 3,65
Setembro 377,00 - 3,80
Contrato Cotação Variação
Maio 5.371 + 5
Julho 5.338 - 12
Setembro 5.327 - 43
Contrato Cotação Variação
Maio 508,00 + 4,45
Julho 480,55 - 4,85
Setembro 473,85 - 2,05
Contrato Cotação Variação
Dólar 5,6280 - 1,23
Euro 6,2050 + 0,35
Ptax 5,6067 - 1,50
  • Varginha
    Descrição Valor
    Moka R$ 2620,00
    Safra 23/24 20% R$ 2710,00
    Peneira14/15/16 R$ 2820,00
    Duro/riado/rio R$ 2430,00
  • Três Pontas
    Descrição Valor
    Duro/riado/rio R$ 2350,00
    Miúdo 14/15/16 R$ 2800,00
    Safra 23/24 15% R$ 2700,00
    Certificado 15% R$ 2760,00
  • Franca
    Descrição Valor
    Cereja 20% R$ 2740,00
    Safra 23/24 15% R$ 2700,00
    Moka R$ 2600,00
    Duro/Riado 15% R$ 2500,00
  • Patrocínio
    Descrição Valor
    Safra 23/24 15% R$ 2720,00
    Safra 23/24 25% R$ 2700,00
    Peneira 17/18 R$ 2940,00
    Rio com 20% R$ 2340,00
  • Garça
    Descrição Valor
    Safra 23/24 20% R$ 2710,00
    Safra 23/24 30% R$ 2690,00
    Duro/Riado 20% R$ 2430,00
    Escolha kg/apro R$ 38,00
  • Guaxupé
    Descrição Valor
    Safra 23/24 15% R$ 2720,00
    Safra 23/24 25% R$ 2700,00
    600 defeitos R$ 2610,00
    Duro/riado 25% R$ 2500,00
  • Indicadores
    Descrição Valor
    Cepea Arábica R$ 2561,84
    Cepea Conilon R$ 1827,80
    Agnocafé 23/24 R$ 2720,00
    Conilon/Vietnã R$ 1790,00
  • Linhares
    Descrição Valor
    Conilon T. 6 R$ 1940,00
    Conilon T. 7 R$ 1920,00
    Conilon T. 7/8 R$ 1900,00