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No atual momento de mercado, o valor de R$ 2.500,00 a saca está barato


Por José Roberto Marques da Costa

Com volume bem abaixo do esperado de 29.548 lotes em NY,  10.697 lotes a menos que quinta-feira-, com os grandes investidores não participando de mercado, os contratos de café arábica fecharam em alta, o contrato de março teve alta 3,60 cents ( 1% ) a 347,55 cents, novo recore histórico, variando de 7,90 cents de 341,90 cents a 349,80 cents, ultrapassando a primeira resistência do dia em 348,95 cents, mas sem força para buscar a segunda em 353,95, acumula na semana alta de 19,20 cents ( 5,85% )

O volume em Londres atingiu 18.850 lotes, 769 lotes a mais que quinta-feira, os contratos futuros de café robusta fecharam novamente em alta, com a participação dos grandes investidores, março sobe 1,13% ( US$ 62 ) para US$ 5.544/t, variando US$ 175, de US$ 5.425/t  a US$ 5.600/t, maior nível desde 29 de novembro, ultrapassando a primera resistências do dia US$ 5.561/t, não tendo força para chegar na segudo em US$ 5.640/t   acumulando nos seis últimos pregões US$ 655 de alta ( 13,4% ). A diferença de preço entre NY e Londres sobe para  96,07 cents ante 95,29 cents do pregão anterior .

O relatório da CFTC referente a 21 de janeiro mostram que os grandes fundos aumentaram suas posições compradas em 2.592 lotes e aumentaram suas posições vendidas em 338 lotes, neste período a variação de março passou de 321,95 cents a 327,80 cents, alta de 5,85 cents. Pelos dados da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgados nesta sexta-feira, mostraram alta de 5,6% nas posições líquidas compradas dos grandes fundos. As posições abertas tiveram alta de 1,1% ( 2.659 lotes ), passando 239.166 lotes para 241.825 lotes.

Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras os grandes fundos possuíam 51.054 posições líquidas compradas, sendo 58.686 posições compradas, 3,5 mil lotes a menos do recorde histórico, e 7.632 posições vendidas. No relatório anterior, referente a 14 de janeiro, eles tinham 48.794 posições líquidas compradas sendo 56.093 posições compradas e 7.294 posições vendidas. No resumo, 88,5% dos grandes fundos aumentaram suas apostas na alta e 11,5%  aposta na baixa. 

Em sua análise técnica de quinta-feira, a Economies.com, informou que o preço do café enfrentou fortes pressões positivas recentemente depois que o estocástico atingiu o nível 80, ultrapassando o nível 335,00 cents e registrando ganhos adicionais ao atingir 342,30 cents. Esperamos retomar o ataque de alta e tentar pressionar a máxima histórica em 347,85 cents, ma quinta-feira chegou a 348,90 cents e nesta sexta-feira a 349,80 cents, renovando record pelo segundo dia consecutivo, enquanto superá-la levará o preço a registrar novas máximas históricas, subindo primeiro para 356,00 cents e, em seguida, atingindo a próxima meta principal em 368,00 cents. 

Os contratos futuros café estendeu sua alta nesta sexta-feira com o mercado renovou a máxima histórica dos nos dois últimos pregões consecutivo, 348,90 cents na quinta-feira e 349,80 cents nesta sexta-feira, devido a uma perspectiva de produção menor no Brasil. As dúvidas sobre a oferta do Brasil estão sustentando os preços, em meio a uma redução dos estoques certificados. Os estoques certificados em NY diminuíram 19.814 para 928.935 sacas, acumulando na semana baixa de 53.442 sacas. 

Com ajuda de Trump, os contratos futuros de café arábica atingou dois recorde histórico nesta semana,  caso não tenha nenhuma interfêrencia externa negativo, tudo indica que  março deve bater novos recordes e começar a operar acima 350 cents e buscar as duas primeiras resistências do dia . Além do fundamento climático que deve provocar  déficit história, mas de 25 milhões de sacas,  Daqui a 19 dias ( 12/02) tem os vencimentos das opções e os contratos em abertos "call" estão bem carregado acima de 350 cents. Em 350 cents ( 3.537 lotes ), 355 cents ( 1.635 ), 360 cents ( 1.264 ), 370 cents ( 1.772 ) e 400 cents ( 4.068 ). Na segunda feira, os suportes estão em 343,03 cents, 338,52 cents e 335,13 cents e as resistências em 350,93 cents, 354,32 cents e 358,93 cents.

Os principais países consumidores de café do mundo estão em pleno inverno, com torrefadores consumindo muito. Esse é um grupo de países que inclui os EUA, Canadá, Europa e Japão. Este grupo de países consome anualmente 92 milhões de sacas de café ou 53,50% do consumo global total. O Brasil é quem mais fornece arábica para esta região todos os anos, cerca de 25 milhões de sacas ou 27,50%. "Há um pouco de nervosismo na Europa devido à falta de disponibilidade de cafés spot, especialmente do Brasil", disse Tomas Araujo, corretor da StoneX. "E a redução dos estoques certificados deixa as pessoas nervosas à medida que nos aproximamos do vencimento de março de 2025".

O Brasil teve a maior seca de sua história em 2024 e os campos de café sentiram a falta de umidade. As chuvas chegaram no final do ano, mas as árvores não tiveram vitalidade suficiente para converter a floração em boa carga de frutos. A maioria dos analistas espera uma safra menor em 2025, depois da produção já baixa em 2024. "A oferta será escassa, não há como evitar isso", disse Judith Ganes, analista sênior de soft commodities da J Ganes Consulting.

Para Ricardo Schneider, presidente do Centro do Comércio de Café de Minas Gerais (CCCMG), Há tempos nós temos no mercado uma incerteza quanto ao potencial da safra 2025/26 e estoques da safra anterior com demanda aquecida, o calor dos últimos dias registrado em algumas regiões produtoras é um fator de alerta. Diante receio com a produção brasileira para este ano, e demanda aquecida pelo produtor, o presidente do CCCMG não vê chances de os preços reverterem a tendência de alta que se instalou na bolsa desde o fim do ano passado. O preço do café em Nova York atingiu um patamar agora considerado o novo normal. Com configuração de oferta e demanda atual, não vejo nenhum drive que favoreça a retração de preço. Do ponto de vista do fundamento não há nada que motive realização nas cotações.

Segundo Lucas Tadeu Ferreira, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café, essa alta está relacionada tanto à produção quanto ao consumo do produto. Enquanto eventos climáticos prejudicaram a colheita do grão e reduziram a oferta, a demanda cresceu, principalmente fora do país. Faltou café no mercado brasileiro. A alta do preço é resultado dessa combinação. Secas e geadas impactaram na produção no Brasil. Mas a exportação brasileira de café atingiu um recorde histórico com o Brasil enviando 50,5 milhões de sacas em 2024 para o exterior no ano passado, 28,8% a mais que em 2023. O volume exportado é quase equivalente ao produzido. O Brasil só não ficou quase sem café já que uma parte do que foi vendido para estrangeiros vem de estoques mantidos com grãos de safras passadas.

Segundo dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), até dia 24 de janeiro, os embarques brasileiros do mês totalizaram 2.882.787 sacas (média diária de 120.116 sacas), alta de 28,6%, sendo 2.392.281 sacas de café arábica, 229.679 sacas de café conillon e 260.827 sacas de café solúvel. Os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque de janeiro totalizavam 3.680.110 sacas, alta de 21,4%, sendo 3.003.225 sacas de arábica, 3351.875 sacas de conillon e 325.010 sacas de solúvel. A projeção da média diária indica que em janeiro, os embarques devem atingir 4,3 milhões de sacas, alta de 13,6%

No mercado interno os preços tiveram forte reação com alta de R$ 120,00 a saca com indicador da Agnocafé de R$ 2.400,00 a saca na sexta-feira passada para R$ 2.520,00, novo recorde histórico com tendência de mais altas no curto, médio e longo prazo. Este preço para a grande maioria dos produtores é ótimo, considerando o  gravíssimo panorama global no mercado de café, no atual momento de mercado, o valor de R$ 2.500,00 está barato, diante da forte crise de falta de produto, que deve aumentar muito nos próximos 16 meses. Nos últimos meses sempre comentei com produtores de Garça, "vocês nem imaginam a grande crise que vamos passar até a entrada da safra 2026 que deve provocar mudanças profundas no mercado".  

O indicador de café do arábica da safra 24/25 da Agnocafé com 15% fica em R$ 2.520,00, alta de 0,80% ( + R$ 20,00 ) nesta sexta-feira (24) e café livre a R$ 2.50,00. No mês acumula alta de R$ 210,00 e no ano, alta de R$ 210,00 e em dólar fica em US$ 425,82. O peneira 17/18 pronto para embarque R$ 2.800,00, cereja a R$ 2.540,00, café certificado a R$ 2.560,00. O indicador para café com 10% a R$ 2.530,000, 20% a R$ 2.510,00, com 25% a R$ 2.500,00 com 30% a R$ 2.490,00. Para os café de baixa qualidade Duro/riado R$ 2.370,00, duro/riado/rio, R$ 2.300,00, rio a R$ 2190,00 com 15%. Café duro para consumo 600 defeitos R$ 2.420,00 repasse de beneficiamento a R$ 2.120,00  e riado a R$ 2.060,00 e escolha fica em R$ 40,00 o quilo de aproveitamento.

Os preços do café no Vietnã disparam às vésperas do Tet

Os preços do café vietnamita subiram ligeiramente esta semana, em linha com o aumento nos preços de Londres, embora os comerciantes tenham dito que o mercado interno estava morno antes do feriado de uma semana do Ano Novo Lunar. Os agricultores do Planalto Central, venderam  a saca de 60 quilos a US$ 294 ante a US$ 279 na semana anterior  “O aumento em Londres foi devido à oferta apertada tanto do Vietnã quanto do Brasil”, disse um trader baseado no cinturão do café. Especialistas acreditam que a situação dos preços do Robusta continuaram aumentando acentuadamente devido preocupações com interrupções no fornecimento do Vietnã durante o feriado do Tet, ajudando os preços do café em Londres a continuarem aumentando.

Segundo o analista do Vietnã Nguyen Quang Binh, o mercado interno do Vietnã, maior produtor e exportador mundial de café robusta, quase parou para comemorar o Ano Novo Lunar de 2025. As negociações pararam completamente porque os vendedores estão preocupados com as dificuldades no recebimento do pagamento das mercadorias. Os preços internos oferecidos são elevados, enquanto o crédito não é suficiente para cobrir as compras. Os preços futuros aumentaram continuamente, estimulando os jardineiros a não se apressarem em vender.  As empresas de IDE não compraram ativamente devido ao medo dos riscos quando os preços aumentam e enfrentam um feriado prolongado devido ao Tet.

 Após um ano recorde em 2024, as exportações de café do Vietnã começaram 2025 com uma receita impressionante. Apenas nos primeiros 15 dias do ano, o país exportou quase 73.820 toneladas (1,230 milhão de sacas) de café, rendendo perto de US$ 400 milhões, preço médio de US$ 325 a saca. Com base nesse sucesso, as exportações de café na primeira metade de janeiro de 2025 tiveram um aumento significativo no valor. Embora o volume de exportação tenha caído 22,9% em comparação com o mesmo período do ano passado, o valor da exportação aumentou 41,3%, graças a um forte aumento nos preços. O preço médio de exportação do café durante esse período foi de US$ 5.410 por tonelada, um aumento de 30,1% em relação ao preço médio de 2024.

A Vietnam Coffee and Cocoa Association (VICOFA) prevê que a produção atual da safra diminuirá em cerca de 5%. Em 2024, os preços mundiais do café estabelecerão continuamente novos recordes, principalmente devido a preocupações com a escassez de oferta de grandes países exportadores, como Vietnã e Brasil, devido ao clima desfavorável. O aumento nas compras de fundos de hedge e as crescentes tensões no Mar Vermelho, que levaram a custos de transporte mais altos, também são fatores que empurraram os preços. 

Em 2024, o Vietnã exportou um total de mais de 1,34 milhão de toneladas de café de todos os tipos, uma queda acentuada de 17,1% em comparação a 2023 e o menor nível dos últimos 9 anos. No entanto, devido aos altos preços, o valor da receita atingiu um novo recorde de 5,6 bilhões de dólares, superando o recorde anterior de 4,24 bilhões de dólares em 2023 em 32,5%. Isso levantou preocupações sobre escassez de suprimentos locais em grandes mercados consumidores, como os EUA e a União Europeia (UE), onde os estoques de café estão em níveis recordes de baixa. Ao mesmo tempo, o congestionamento severo nos portos do Brasil, o maior exportador de café do mundo, aumentou ainda mais as tensões

Ótimo final de semana

Comentarios

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Data: 26/01/2025 20:06 Nome do Usuário: Realidade
Comentário: Grandes fundos ainda mantendo, e até aumentando suas posições compradas, fazendo com que o mercado suba. Atuais preços para o produtor é excelente. Até quando vale esperar para vender, e/ou travar?
Data: 25/01/2025 19:36 Nome do Usuário: Fábio
Comentário: Nunca esqueça tudo que sobe Desse. O peixe 🐠 morre é pela boca e café não é alimento. Acorda produtor
Contrato Cotação Variação
Maio 370,95 -14,30
Julho 367,25 -14,10
Setembro 362,60 -14,40
Contrato Cotação Variação
Maio 5.186 - 185
Julho 5.210 - 178
Setembro 5.152 - 175
Contrato Cotação Variação
Maio 495,50 - 8,85
Julho 480,55 0
Setembro 457,85 -13,45
Contrato Cotação Variação
Dólar 5,8130 + 3,27
Euro 6,3880 + 2,94
Ptax 5,6067 0
  • Varginha
    Descrição Valor
    Moka R$ 2620,00
    Safra 23/24 20% R$ 2710,00
    Peneira14/15/16 R$ 2820,00
    Duro/riado/rio R$ 2430,00
  • Três Pontas
    Descrição Valor
    Duro/riado/rio R$ 2350,00
    Miúdo 14/15/16 R$ 2800,00
    Safra 23/24 15% R$ 2700,00
    Certificado 15% R$ 2760,00
  • Franca
    Descrição Valor
    Cereja 20% R$ 2740,00
    Safra 23/24 15% R$ 2700,00
    Moka R$ 2600,00
    Duro/Riado 15% R$ 2500,00
  • Patrocínio
    Descrição Valor
    Safra 23/24 15% R$ 2720,00
    Safra 23/24 25% R$ 2700,00
    Peneira 17/18 R$ 2940,00
    Rio com 20% R$ 2340,00
  • Garça
    Descrição Valor
    Safra 23/24 20% R$ 2710,00
    Safra 23/24 30% R$ 2690,00
    Duro/Riado 20% R$ 2430,00
    Escolha kg/apro R$ 38,00
  • Guaxupé
    Descrição Valor
    Safra 23/24 15% R$ 2720,00
    Safra 23/24 25% R$ 2700,00
    600 defeitos R$ 2610,00
    Duro/riado 25% R$ 2500,00
  • Indicadores
    Descrição Valor
    Cepea Arábica R$ 2546,39
    Cepea Conilon R$ 1761,14
    Conilon/Vietnã R$ 1750,00
    Agnocafé 23/24 R$ 2720,00
  • Linhares
    Descrição Valor
    Conilon T. 6 R$ 1840,00
    Conilon T. 7 R$ 1820,00
    Conilon T. 7/8 R$ 1800,00