Sem café para todos, o mercado não está preparado para forte crise
Por José Roberto Marques da Costa
Com maior volume do mês de 56.899 lotes em NY, cerca de 7.642 lotes a mais que quinta-feira, o café arábica fecharam em alta, o contrato de março teve alta 4,45 cents ( 1,19% ) a 377,85 cents, novo recorde histórico pelo sétimo pregão consecutivo, variando de 14,85 cents de 366,20 cents a 381,05 cents, rompendo primeiro suporte em 366,88 cents e a primeira resistência em 378,38 cents, acumula alta de 49,95 cents nos últimos nove pregões ( 13,72% ). Na semana acumula alta de 30,30 cents e valorizando 58,25 cents ( + 18,22% ) em janeiro.
O volume em Londres atingiu 16.670 lotes, 2.703 lotes a mais que quinta-feira, os contratos futuros de café robusta fecharam em queda, março caiu 0,28% ( US$ 16 ) para US$ 5.718/t, com forte variação US$ 230 de US$ 5.631/t a US$ 5.861/t, novo recorde histórico, rompendo o primeiro suporte em US$ 5.637/t e ultrapassando duas resistências em US$ 5.790/t e US$ 5.847/t, acumulando na semana alta de US$ 174 e US$ 843/t em janeiro. O diferencial entre a bolsa de NY e |Londre passou para 118,48 cents ante a US$ 113,30 cents do pregão anterior. A quatro meses atrás o diferencial estava abaixo de 30 cents.
O relatório da CFTC referente a 28 de janeiro mostram que os grandes fundos aumentaram suas posições compradas em 1.949 lotes e diminuíram suas posições vendidas em 460 lotes, neste período a variação de março passou de 327,80 cents a 349,20 cents, alta de 21,40 cents. Esta alta de 6,5%, não veio de aumento significativo das compras dos grandes fundo, mas da migração de mais de 18 mil lotes de investidores pr a commodities café na compra de mais de 5 milhões de sacas.
Pelos dados da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgados nesta sexta-feira, 31 de janeiro mostraram alta de 4,7% nas posições líquidas compradas dos grandes fundos. As posições abertas tiveram alta de 7,45% ( 18.025 lotes ), passando 241.825 lotes para 259.850 lotes.Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras os grandes fundos possuíam 53.463 posições líquidas compradas, sendo 60.635 posições compradas e 7.172 posições vendidas no último dia 28. No relatório anterior, referente a 21 de janeiro, eles tinham 51.054 posições líquidas compradas sendo 58.686 posições compradas e 7.632 posições vendidas. No resumo, 89,4% dos grandes fundos apostam na alta e 10,6% apostam na baixa.
Segundo a análise da Economies, o preço do café continuou a formar ondas de alta, aproveitando sua consolidação dentro do canal de alta e o nível 347,10 cents formando uma nova linha de suporte, para notar o alcance do primeiro alvo principal em 367,80 cents. Esperamos que o domínio do viés lateral forneça ondas mistas até romper 367,80, que foi ultrapassa no pregão de quarta-feira, para abrir caminho para registrar novos ganhos históricos que podem se estender em direção a 376,00 cents, que foi atingido na quinta-feira, seguido pelo alcance da linha de suporte do canal de alta em 383,20 cents.
Segundo analista do Vietnã Nguyen Quang Bing, ambas as bolsas ( NY e Londres ) atingiram as máximas históricas, rompendo barreiras técnicas, entrado na zona de sobrecompra, a resistência em picos antigos é forte, os preços do café estão subindo sem parar com mercado preocupado com a próxima oferta de café. Este tipo de aumento de preços faz com que as empresas não tenham dinheiro para comprar e vender proteção em ambos os cafés para serem manipuladas pelos fundos de cobertura financeira. O preço de dumbbio doméstico é usado apenas como ferramenta financeira, compradores e vendedores se fecham financeiramente sem entrega, apenas compensando em dinheiro como nos pregões de futuros de café, então o preço indicado é apenas metade virtual e metade real. No Vietnã, os produtores e empresas de exportação celebram o feriado do Tet por muito tempo e intensamente, mas a quantidade de dinheiro investida nas compras não é suficiente, o que dificulta a venda dos produtos.
Segundo a Reuters, a contínua alta dos preços do café continuou nesta quinta-feira e sexta-feira, com os futuros do café arábica na bolsa de NY atingindo um novo recorde, aproximando-se de 400 cents, devido à oferta extremamente restrita e aos temores quanto às perspectivas da próxima safra. Os negociantes disseram que os dados de câmbio mostram que as principais torrefadoras, como a Nestlé e a JDE Peet's, estão subcompradas e ainda têm muito a comprar, enquanto os especuladores continuam otimistas com o café. Os suprimentos continuam extremamente apertados no Brasil, depois que uma seca severa no ano passado prejudicou as previsões para a próxima safra.
"A verdadeira história é que a oferta caiu muito mais rápido do que a demanda. É realmente simples assim", disse Trishul Mandana, diretor administrativo da Volcafe. "O aperto no Brasil e os atuais diferenciais estão nos contando a verdadeira história da safra 24/25 - e que, sem dúvida, levará rapidamente ao desaparecimento dos certs (estoques certificados de arábica na ICE). E as coisas podem ficar complicadas rapidamente", disse Mandana.
Os estoques certificados de arábica começaram a diminuir rapidamente nos últimos dias, caindo quase 100.000 sacas ficando abaixo de 900.000 sacas. Nesta sexta-feira, os estoques diminuíram 18.304 sacas para 867.582 sacas, sendo que 64% são de cafés origens brasileiras e na semana caíram 61.353 sacas. Os suprimentos também estão escassos para o café robusta, que é, até certo ponto, fungível com o arábica, embora seja geralmente usado para fazer café instantâneo em vez de misturas torradas e moídas.
Para Carlos Rodriquez, editor de Mercados da Bloomberg Línea, o preço de café arábica atravessa semanas sem precendentes nos mercados internacionais com o grão atingindo máxima histórica, por detrás deste fenômeno, que se arrasta desde o ano passado, existe uma mistura de fatores econômicos e climáticos que estão a abalar o mercado mundial e que, pelo contrário, não deixa tão bem o Brasil, maior produtor do grão, que atende 40% da demanda, e que estima um déficit de cinco milhões de sacas em sua colheita, após uma seca prolongada.
O aumento dos preços também se deve aos efeitos climáticos no Vietnã as secas severas e inundações adversaa reduziram significmente a sua produção nos últimos anos. Além disso, estima-se que o mundo tenha consumido mais café do que produz durante quatro anos consecutivos, gerando défice global entre 15 a 20 milhões de sacas e as expectativas dos analistas é que o défice se mantnha pelo menos para o período 2025-2026. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos prevê que os estoques mundiais de café poderão cair para o segundo nível mais baixo dos últimos 65 anos, com possibilidade de atingir o nível mais baixo de tdos os tempos.
Segundo, o diretor da Pharos Consultoria, Haroldo Bonfá, de acordo com informações da Bloomberg, a expressiva valorização do café arábica no último ano reflete o aperto na oferta global, tecnicamente, como o arábica fechou acima de 370 cents, o mercado pode buscar o patamar de 384 cents. "A volatilidade permanece elevada, e surpreendentemente, há oferta de café a esses preços expressivos no mercado interno. Um fator que pode moderar esse movimento são os dados das exportações de janeiro da Cecafé.
No começo de outubro do ano passado, Agnocafé fez um matéria sobre o verdadeiro motivo do "apetite insaciável" de compra de café brasileiro pelo mercado internacional, e motivo de tanta procura esta sendo por interferencia da inteligência artificial (IA), usando todas as tecnologia de últimas gerações, os programas de IA, faz projeções dos estoques remanescente, atuais e com informações climáticas atualizadas podem indicar as safras futuras de todos os produtores mundiais. Tudo indica que estas informações disponíveis por grandes empresas comerciais do mercado estão indicando que o preço do café estaca "barato" diante do aumento do consumo e das futuras safras dos dois principais produtores mundias, Brasil e Vietnã, a tendência mostra aumento expressivo do déficit mundial de café.
Segundo dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), até dia 31 de janeiro, os embarques brasileiros do mês totalizaram 3.726.886 sacas (média diária de 120.225 sacas), alta de 7,4%, sendo 3.3.135.045 sacas de café arábica, 268.093 sacas de café conillon e 328.748 sacas de café solúvel.Os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque de janeiro totalizavam 4.571.579 sacas, alta de 17,5%, sendo 3.772.586 sacas de arábica, 401.083 sacas de conillon e 397.910 sacas de solúvel.
As projeções indicam que em janeiro deveram se exportadas 4,4 milhões de sacas somado aos embarques de 2024 de 52,043 milhões de sacas, considerando 1,6 milhão de sacas que ficaram paradas nos portos por gargalos logísticos. Nos últimos 13 meses, o Brasil exportou 56,443 milhões de sacas. O consumo interno em 2024 atingiu a 22,05 milhões de sacas, média mensal de 1,835 milhões de sacas, totalizando o consumo em 23,860 milhões de sacas nos últimos 13 meses, até 31 de janeiro.
A um ano atrás, quando NY operava abaixo de 200 cents, já mais passou pela mente da grande maiores dos analistas o nível de 300 cents seria alcançado, e seis meses atrás, nenhum analista de mercado imaginou que a busca do nível 400 cents seria possível. Nestas ultimas semanas, alguns analistas já comentam que é possível a busca de 500 cents nos próximos meses. No pamorama atual de mercado, fazendo a mesma simulação da inteligência artificial (IA) o "apetite insaciável" deve continuar nos próximos meses até o café acabar e levar os contratos futuros de café arábica em NY a níveis munca imaginado
Provável simulação da IA
Numa conta simples, somando a exportação e consumo, nos últimos 13 meses foram evaporardas 80,303 milhões de sacas, praticamente zerando os estoques remanescente que vinha desde a grande safra de 2020, faltando ainda cinco meses para a entrada de café da próxima safra que segundo as estimativas podem variar de 50 a 60 milhões de sacas, mas tudo indica que deve ficar em 50 milhões, sendo 30 milhões de café arábica e 20 milhões de café conilon. Levando em consideração que o consumo interno deve cair para 20 milhões de sacas devido aumento dos preços, nos próximos 17 meses deverá ser consumido 28 milhões de sacas no mercado interno que será um número constante na simulação.
De fevereiro a junho de 2025
Até julho de 2025, serão consumidas 8,3 milhões de sacas pelo mercado interno, se as exportações mantiverem média de 4 milhões de sacas por mês será embarcadas 20 milhões de sacas, mas se as exportações caírem para média de 3 milhões de sacas, serão embarcadas 15 milhões de sacas. Nos próximos 5 meses deve ser evaporada de 23 a 28 milhões de sacas.
De julho de 2025 a junho de 2026
Com os estoques remanescente zerado, durante estes 12 meses, devem ser consumidas 20 milhões de sacas pelo mercado interno, restando para ser exportada 40 milhõe de sacas, média mensal de 3,330 milhões de sacas, se a produção ficar em 60 milhões de sacas e 30 milhões de sacas, média 2,5 milhões de sacas, se a produção ficar em 50 milhões de sacas.
No ano passada foram exportadas 9,335 milhões de conilon devido a queda da produção dos dois principais produtores deste tipo de café, Vietnã e Indonésia e em 2023, as exportações ficaram em 4,730 milhões de sacas, mantendo a média dos últimos dois anos, nos próximos de 12 serão exportadas 7 milhões de sacas de conilon. O problema fica mais complicado se analizar somente a a exportação de arábica que no passado foi de 37 milhões e em 2023 de 31 milhões uma média de 34 milhões de sacas.
Resumo: A grande preocupação do mercado é se o Brasil tem 25 milhões de sacas remanescente para os próximos 5 meses, para alguns analistas de mercado, café novo deve entrar nos próximo 3 meses, mas entrada de 10 milhões de café precose no mercado, vai ter menos café para o período de julho a junho de 2026.
Com o USDA prevendo que os estoques mundiais de café poderão cair para o segundo nível mais baixo dos últimos 65 anos, com possibilidade de atingir o nível mais baixo da história e como não haverá café para todos devido a forte queda de produção do Brasil e Vietnã, o mercado não está preparado para forte crise, os contratos futuros de café arábica se aproxima de 400 cents e tudo indica que pode buscar 500 cents
Data: 01/02/2025 11:44 Nome do Usuário: Honorato Comentário: Muito obrigado pelas informação e sempre acreditei nelas eu falava para meus amigos uns achava que eu estava louco os que acreditaram estão dando risada muito obrigado Agnocafé