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O mercado não está preparado para iminente forte crise


Por José Roberto Marques da Costa 

O volume de negócios nesta sexta-fera atinge 55.674 lotes, 21.006  lotes a menos que ontem, quando teve uma volatilidade de 22 cents. Maio fechou em leve queda de 0,65 cents a 389,25 cents ( 0,17% ), menor nível dos últimos 8 pregões ( 11 dias ), variou 10,15 cents, de 383,85 cents ( menor nível desde 05/02 , a 394,00 cents, sem forças para romper o promeiro suporte em 381,10 cents e a primeira resistência em 404,045 cents, acumulando alta de 64,15 cents ( 19,7% ) nos últimos 23 pregões, quando começou o rally.

O volume em Londres atingiu 112.411 lotes, 7.461 lotes a menos que no pregão de ontem, o contrato futuros de café robusta de maio fechou em alta de US$ 62 a US$ 5.717/t, com variação US$ 109, US$ 32 a menos que no pregão de ontem, de US$ 5.625/t a US$ 5.735/t, se forç para buscar o primeiro suporte em US$ 5.5.595/e a a primeira resistência em 5.736/y, nos últimos 24 pregões o acumula de ganhos foi de US$ 629 a tonelada ( 11,4% ) quando começou o rally . 

Sexta-feira, o dia mais calmo depois das pesadas perdas na quinta-feira, em pregão que surpreeu o mercado devido a forte desvalorização. Os negociantes disseram que pela perforamnce da quinta-feira, os dados indicam que os torrefadores provavelmente fizeram estoques por enquanto, após fortes compras nas últimas semanas, depois de perderem a esperança de uma queda nos preços. Enquanto isso, os especuladores altistas estão realizando lucros ou vendendo sempre que o mercado sobe, para que não tenham muito dinheiro investido em café, acrescentaram os negociantes. O café arábica não pode cair muito no curto prazo, dada a perspectiva de uma safra menor em 2025/26 no Brasil

A forte desvalorização de 5,34% da quinta, foi repeteco inerso de uma semana atrás, último dia 7 de fevereiro, quando fechou 396,70 cents, no pregão seguinte teve uma das maiores alta da história em NY de 24,40 cents. O cenário que levou o maio a preços recordes em 425,10 cents no dia 13, não mudou, mas neste últimos dias pirou com fortes ondas de calor e clima seco atingindo até hoje as regiões de café. Adicionando a entrada da frustrante safra nova, com a safra de 2024 a mais baixa dos últimos anos, com os estoques menor nível da história, para complicar ainda mais o problema, os estoques de restam estão mãos dos produtores capitalizados.

Os comerciantes disseram que os preços pareciam ter perdido um pouco da força após o recorde na semana passada, com os torrefadores agora mantendo estoques adequados após fortes compras nas últimas semanas e os especuladores realizando alguns lucros. Os negociantes disseram que o foco permaneceu na perspectiva da safra brasileira de 2025/26, com um declínio na produção de arábica amplamente previsto após o clima seco do ano passado. O Rabobank disse que as chuvas de novembro e dezembro do ano passado não reverteram os danos, mas evitaram cenários piores, enquanto o clima de 2025 tem sido mais seco do que o normal, mas deve ser suficiente para manter a carga reduzida, supondo que as chuvas retornem em breve.

Segundo Hedgepoint Global Markets, " a comercialização da safra 2024/25 segue acima da média, com grande parte da produção já vendida, reduzindo a disponibilidade do grão no período de entressafra. O Brasil tem conseguido suprir a demanda global até o momento, mas os embarques podem ser limitados a partir dos próximos meses, especialmente para o conilon, cujos volumes de exportação em janeiro já refletem essa restrição. O mercado de café aponta para um quarto ano consecutivo de déficit em 2024/25, dado que a oferta deve ser menor que a demanda. Em 25/26, a queda esperada na produção brasileira pode limitar uma eventual recuperação da oferta global, mesmo diante de uma possível queda da demanda, embora ainda seja cedo para projeções mais precisas sobre outros países".

Para Eduardo Carvalhães, os fundamentos do mercado permanecem os mesmos. Os estoques são baixos, tanto nos países produtores como nos consumidores, e os problemas climáticos, com eventos extremos, se sucedem em todo o mundo, sem previsões de que diminuirão em 2025. No Brasil, temos um cenário apertado neste segundo semestre do ano-safra brasileiro (janeiro a junho), indicando dificuldades para abastecermos o consumo interno e nossas exportações nos próximos meses. Há um consenso no mercado brasileiro, de que é muito pouco o que ainda resta de café da safra atual em mãos dos cafeicultores. Com esse final de estoques, teremos de atender até maio o consumo interno brasileiro, de aproximadamente 1,7 milhão de sacas por mês, e nossas exportações de março, abril, maio e junho. Nossa nova safra 2025, não será maior que a 2024.

 De acordo com o Presidente do Conselho Administrativo da COCCAMIG,  Marco Valério de Araújo Brito, a entidade registrou um aumento de 10% comparado ao de 2023, perdendo apenas para o ano de 2020. Apesar do aumento na entrada de café, os estoques de cafés das cooperativas afiliadas atingiram níveis historicamente baixos.  Ao final de janeiro de 2025, os estoques de passagem estavam cerca de 40% menores em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse volume só não é inferior ao registrado em 2019, ano que antecedeu a grande safra de 2020.

Segundo as informações desta semana obtidas pela Agnocafé, os estoques das maiores cooperativas de café brasileiras estão no menor nível da histório nesta época do ano, tudo indica que devem zerar no mês de abril. Ontem,  o diretor comercial de uma das maiores cooperativa disse " Se o preço a saca chegar a R$ 3 mil, o estoque da nossa cooperativa deve zerar em março". A tempos atrás, Agnocafé fez vários comentários sobre a possibilidade da falta de café antes da entrada da nova safra, atualmente já vioru consenso de mercado. A pergunta que vale milhões de dólares, como será a reação dos investidores com o Brasil não tendo café suficiente para atender o mercado nos próximos 90 dias? Diante esta no situação, o mercado não está preparado iminente para forte crise

O relatório da CFTC referente a 18 de fevereiro mostram que os grandes fundos diminuíram suas posições compradas em 1.740 lotes e aumentaram suas posições vendidas em 199 lotes, neste período a variação passou de 431,85 cents a 405,25 cents, forte queda de 26,60 cents.  Os dados mostraram queda de 4,3% nas posições líquidas compradas dos grandes fundos. As posições abertas tiveram forte queda de 20%, passando 273.505 lotes para 217.789 lotes, semana posterior ao vencimento das opções. Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras os grandes fundos possuíam 43.123 posições líquidas compradas, sendo 51.623 posições compradas e 8.500 posições vendidas no último dia 18. No relatório anterior, referente a 11 de fevereiro, eles tinham 45.061 posições líquidas compradas sendo 53.362 posições compradas e 8.301 posições vendidas. As empresas comerciais diminuíram em 1,03% suas posições líquidas vendidas, registravam no dia 18, saldo de 84.969 posições líquidas vendidas, sendo 42.925 posições compradas e 127.894 vendidas. No relatório anterior do dia 11, possuíam 85.851 posições líquidas vendidas, sendo 47.940 posições compradas e 154.475 vendidas.   

 Para Ricardo Schneider, presidente do Centro do Comércio de Café de Minas Gerais (CCCMG), em  momento onde a volatilidade está muito alta, com fundamentos bem definidos de oferta e demanda, é difícil cravar, mas o mercado parece estar indicando que pode ter encontrado um teto de preços para o café. As cotações podem ter esgotado os movimentos de alta, pois, diante do atual cenário de oferta e demanda. Os preços chegaram em um ponto onde se sobe muito mais não tem negociação, mas se cair muito também não haverá movimentações no mercado. O cenário que levou o grão a preços recordes não mudou, como a menor expectativa de safra para 2025/26 e ainda o consumo em alta tanto no exterior quanto no mercado interno.

O mercado interno a “queda de braço” continua a mais de duas semanas, com os compradores não repassaram a forte alta das última semana passada. Em mercado normal, quando o março atingiu a 435 cents com um “desconto de originação” em -40 pontos para o café tipo “bica corrida”, q liquidação “justa” para o produtor de R$ 3.030 a saca.  Segundo Marcelo Fraga Moreira da Archer Consulting, aparentemente R$ 3.000 saca é o próximo “número mágico” onde o comprador irá conseguir originar um bom volume ainda remanescente do estoque disponível nas mãos dos produtores capitalizados. Com a forte queda desta semana, além do ocmprador não repassar das semanas anteriores, repassou as baixasm dando ofertas a R$ 2600 a sacas. Os vendedores que estão capitalizados sairam todos do mercado, ficando totalmente sem liquidez, com diferencial entre comprador e vendedor recorde de R$ 400 a saca.  

As ofertas de café robusta no Vietnã diminuíram, após vendas fortes nas duas últimas semanas, pois os agricultores estavam relutantes em vender na expectativa de preços mais altos. Os agricultores das Terras Altas Centrais, a maior região cafeeira do Vietnã, venderam os grãos a 132.200-133.500 dongs (US$ 5,18-US$ 5,23), mantendo-se estável em relação aos 132.000-133.000 dongs da semana passada. "Os agricultores estão relutantes em vender, novamente. Alguns esperam que os preços subam para 140.000-150.000 dongs por kg", disse um trader do cinturão do café.

"Mas a temporada de colheita da Indonésia está chegando, e como os grãos remanescentes da safra atual ainda são abundantes, os agricultores acabarão tendo que aumentar as vendas." Outro trader da mesma região disse que o clima ainda estava favorável e não muito seco para as árvores. Na Indonésia, os grãos de café robusta de Sumatra para o contrato de março e abril foram oferecidos com desconto de US$310 a US$400 nesta semana, em comparação com a faixa de desconto de US$350 a US$370 de uma semana atrás. "Os preços estão bastante imprevisíveis, pois ouvimos que as safras do Brasil e do Vietnã estão diminuindo", disse um trader.

Ótimo Final de Semana

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Contrato Cotação Variação
Maio 388,85 - 0,20
Julho 385,40 + 0,20
Setembro 380,80 + 0,45
Contrato Cotação Variação
Maio 5.366 - 6
Julho 5.400 - 6
Setembro 5.370 - 4
Contrato Cotação Variação
Maio 504,95 +10,50
Julho 485,45 + 0,25
Setembro 473,80 + 1,05
Contrato Cotação Variação
Dólar 5,6990 + 0,27
Euro 6,1830 + 0,83
Ptax 5,6963 - 0,22
  • Varginha
    Descrição Valor
    Duro/riado/rio R$ 2430,00
    Moka R$ 2670,00
    Safra 23/24 20% R$ 2770,00
    Peneira14/15/16 R$ 2890,00
  • Três Pontas
    Descrição Valor
    Duro/riado/rio R$ 2350,00
    Miúdo 14/15/16 R$ 2850,00
    Safra 23/24 15% R$ 2780,00
    Certificado 15% R$ 2820,00
  • Franca
    Descrição Valor
    Cereja 20% R$ 2800,00
    Safra 23/24 15% R$ 2780,00
    Moka R$ 2650,00
    Duro/Riado 15% R$ 2500,00
  • Patrocínio
    Descrição Valor
    Safra 23/24 15% R$ 2780,00
    Safra 23/24 25% R$ 2760,00
    Peneira 17/18 R$ 3000,00
    Rio com 20% R$ 2340,00
  • Garça
    Descrição Valor
    Safra 23/24 20% R$ 2770,00
    Safra 23/24 30% R$ 2750,00
    Duro/Riado 20% R$ 2430,00
    Escolha kg/apro R$ 38,00
  • Guaxupé
    Descrição Valor
    Safra 23/24 15% R$ 2780,00
    Safra 23/24 25% R$ 2760,00
    600 defeitos R$ 2670,00
    Duro/riado 25% R$ 2500,00
  • Indicadores
    Descrição Valor
    Agnocafé 23/24 R$ 2780,00
    Cepea Arábica R$ 2561,84
    Cepea Conilon R$ 1827,80
    Conilon/Vietnã R$ 1790,00
  • Linhares
    Descrição Valor
    Conilon T. 6 R$ 1940,00
    Conilon T. 7 R$ 1920,00
    Conilon T. 7/8 R$ 1900,00